Há cerca de 15 anos, a computação em nuvem tornou-se o modelo de operação padrão de aplicações, e um dos principais motivos é a facilidade de distribuir recursos computacionais. Assim como eles, o próprio modelo de sustentação pode ser facilmente distribuído em diferentes provedores de nuvem. É assim que funciona a multicloud.
Ela é um modelo de operação que usa dois ou mais serviços de nuvem pública ou privada para acessar, sob demanda e de forma configurável, recursos computacionais que podem ser provisionados de forma rápida e fácil. É por meio da multicloud que se torna possível manter um sistema funcional na nuvem usando parte dos recursos computacionais, por exemplo, na AWS e outra parte na Google Cloud Platform.
Usar uma estratégia de multinuvem pode ser extremamente vantajoso para a manutenção do seu software, porém é necessário observar diversos elementos do projeto para verificar se será mais positivo usar os recursos de apenas um serviço público de nuvem ou de mais de um deles.
Siga com a gente neste texto para entender melhor a multicloud, em quais cenários seu uso é benéfico e quais são os pontos de atenção que devem ser avaliados antes de optar por esse modelo!
No texto sobre computação em nuvem que publicamos no blog – basta clicar aqui para acessar – detalhamos suas cinco características essenciais, definidas pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia do governo dos EUA: auto-serviço sob demanda; amplo acesso via rede; agrupamento de recursos; rápida elasticidade e; serviço mensurado. Em síntese, podemos afirmar que os recursos de serviços públicos de computação de nuvem são capazes de se adaptar à necessidade de aplicações, especialmente na fase inicial de desenvolvimento.
Mesmo assim, apesar de todos possuírem essas características, os serviços públicos de nuvem ainda podem ser muito diferentes entre si. Por exemplo, a elasticidade em alguns pode ser mais rápida do que em outros. E para além das características essenciais, há muitos outros elementos dos serviços que são diferentes. Uma nuvem pode ter propriedade sobre certas soluções. Outras podem oferecer integrações nativas com aplicações que já são utilizadas na sua empresa.
Todas essas observações resumem a principal vantagem em escolher uma estratégia multicloud: a flexibilidade. Como já dissemos, serviços de computação em nuvem se adaptam às aplicações recém-lançadas. Contudo, conforme seu software escala, pode ser necessário partir para a multinuvem para você conseguir a melhor adaptabilidade entre todos os serviços e recursos oferecidos por diferentes nuvens.
Para fazer uma escolha é preciso um misto de conhecimento da arquitetura da aplicação que é candidata a operar em multicloud; o conhecimento dos diversos provedores de cloud pública e quais oferecem os melhores serviços para cada componente da sua aplicação; e ter uma previsão da escala esperada de crescimento da aplicação, para fazer a construção da aplicação de forma a se aproveitar do multicloud sem afetar os custos operacionais.
Há alguns fatores a serem considerados sobre o momento adequado de partir para uma estratégia multicloud e é difícil determinar qual é o mais importante. Abaixo apresentamos a lista de fatores em ordem de relevância sob o ponto de vista dos especialistas da Inmetrics:
Apesar das claras vantagens em se adotar a multicloud como modelo de sustentação, ela não é a melhor alternativa para qualquer cenário. Dentre os pontos a serem avaliados, destacamos dois: custo e capacidade de orquestração.
Assim como pode ser financeiramente mais vantajoso contratar recursos em diferentes serviços de automação com a ajuda da aplicações.
Aqui na Inmetrics, em todos os nossos projetos, partimos de uma crença simples: funcionar é o mínimo; evoluir é o objetivo. Em alguns cenários, recomendamos a manutenção em apenas um serviço de computação em nuvem. Com a evolução do inventário de aplicações, há uma tendência de partir para uma estratégia multicloud. Todas essas avaliações são realizadas pela equipe de Plataformas Digitais, nossa unidade especializada em analisar e revisar os fundamentos que sustentam o crescimento em escala, ajudando nossos clientes a operar aplicações com previsibilidade, alta performance e eficiência de custos.
Se você está considerando adotar o multicloud ou revisar sua atual estratégia de serviços de nuvens públicas, entre em contato com nossos especialistas – eles estão à disposição para te ajudar nessa análise!
Multicloud é a estratégia de usar dois ou mais serviços públicos de nuvem — como AWS, Google Cloud Platform e Microsoft Azure — para hospedar aplicações e dados de uma mesma operação, em vez de concentrar tudo em um único provedor.
Não. Multicloud combina dois ou mais provedores de nuvem pública. Já hybrid cloud (nuvem híbrida) combina nuvem pública com infraestrutura privada ou on-premise. Uma empresa pode adotar as duas abordagens ao mesmo tempo: ser multicloud e híbrida simultaneamente.
Depende. Em alguns casos reduz custos, ao permitir escolher o serviço mais barato para cada carga de trabalho. Em outros, pode aumentar gastos, já que muitos provedores oferecem descontos progressivos por volume de uso em um único serviço — o que se perde ao dividir a operação entre nuvens. Por isso, recomenda-se fazer uma projeção de custos antes de decidir.
Principalmente quando a prioridade é reduzir o risco de indisponibilidade (evitando depender de um único provedor), aproveitar recursos específicos de qualidade superior em nuvens diferentes, ganhar poder de negociação com fornecedores ou reduzir custos e latência para usuários espalhados por diferentes regiões.
Os dois pontos de maior atenção são o custo — que pode aumentar em vez de diminuir, dependendo do cenário — e a complexidade de orquestração, já que gerenciar múltiplos serviços de nuvem exige mais maturidade técnica da equipe de TI.
Não necessariamente. Empresas com aplicações em estágio inicial ou operação de menor porte costumam se beneficiar mais de manter tudo em um único serviço de nuvem, migrando para multicloud conforme o inventário de aplicações evolui e a complexidade aumenta.