Em aplicações, performance está intimamente ligada a contexto. O funcionamento eficiente de parte ou da integralidade de um sistema depende, em grande medida, de suas conexões. Em outras palavras, o que vai rodar antes e depois de uma determinada funcionalidade influencia na forma como ela deve ser construída. É essa co-dependência de partes ou da totalidade de sistemas que demanda periodicamente a refatoração de código em aplicações.
Aqui no blog da Inmetrics recorrentemente reforçamos que o paradigma da indústria de software é o de melhoria contínua. Não é à toa: a realidade que vivemos atualmente é da digitalização de atividades, especialmente nos contextos empresariais. A automação de processos é aplicada em um número cada vez maior de fluxos de trabalho ao mesmo tempo que diversos sistemas legados são submetidos a processos de modernização de aplicações, tudo acontecendo simultaneamente.
Com tantas aplicações e rotinas de trabalho sendo modificadas ao mesmo tempo, partes dos sistemas tendem a falhar. Para minimizar esses incidentes, há um esforço de monitorar permanentemente as aplicações, tratando a qualidade como serviço contínuo e, obviamente, incluindo a refatoração de código como um de seus vértices.
Neste texto vamos detalhar a atividade diferenciando-a de outras etapas da melhoria de aplicações, como a reescrita e a conversão de código. Além disso, vamos mostrar como a refatoração de código deve estar inserida nas rotinas de melhoria contínua para que os processos de modernização de aplicações ocorram com a maior qualidade possível. Siga com a gente!
A refatoração de código é um processo sistemático de melhorar a qualidade do código preservando rigorosamente o comportamento funcional do software. Os objetivos da refatoração são, principalmente:
Diferente da conversão de código, cujo objetivo é reproduzir comportamentos e funcionalidades de aplicações usando outra linguagem de programação, a refatoração, assim como a reescrita, trabalha na mesma linguagem, seja melhorando blocos de código ou reescrevendo-os integralmente.
Diante do paradigma da melhoria contínua, especialmente em cenários que acumularam muita dívida técnica, a refatoração de código é ainda mais fundamental. Como dissemos no início deste texto, sucesso está intimamente ligado ao contexto, às dependências que partes ou aplicações inteiras possuem em relação a outras. Especialmente em sistemas legados que cresceram com pouca governança, o código fica emaranhado, com baixa qualidade e performance, impedindo a escalabilidade do software.
Abordagens mais contemporâneas de programação, como a de desenvolvimento orientado a testes, defendem que código deve ser simultaneamente criado e testado. Tanto para a TDD quanto para as abordagens que dela derivaram, como a BDD e a ATDD, a refatoração de código compõe o ciclo iterativo de validação contínua, funcionando, em cada um dos testes unitários, como a etapa que garante a qualidade estrutural do código.
Essa forma de criar aplicações não gera benefícios “apenas” de qualidade: ela traz ganhos econômicos em larga escala. Um estudo do Consórcio de Qualidade de Informação e de Software demonstrou que, em 2022, o custo de má qualidade de software nos Estados Unidos atingiu a cifra de 2,4 trilhões de dólares, sendo que mais da metade é dívida técnica.
Ela está no centro da questão porque boa parte da atividade de refatoração de código tem, como ganho prático, a redução ou até eliminação da dívida técnica. E esta atrasa o desenvolvimento de novas funcionalidades e, consequentemente, incrementos que trazem valor real para as atividades das empresas.
Além de reduzir drasticamente a dívida técnica, a reusabilidade do código aumenta com a refatoração, especialmente quando esta é orientada à modularização. Aplicações corretamente refatoradas apresentam uma menor densidade de defeitos. Quando a refatoração de código é praticada desde o início no desenvolvimento de produtos digitais novos, há redução tanto do investimento total do projeto quanto no seu tempo de lançamento.
As unidades de Aceleração Digital e Experiência Digital da Inmetrics operam orientadas a acelerar o lançamento de produtos reduzindo custos. Para isso, aliamos engenharia de qualidade a automação inteligente. É assim que desenvolvemos já prevenindo falhas críticas e, consequentemente, reduzindo a necessidade de manutenção futura no código.
Se você está diante de um grande estoque de dívida técnica em sistemas legados ou precisa torná-lo mais gerenciável e otimizado por meio de uma abordagem definitiva, clique aqui e faça contato! Nossos especialistas vão te mostrar como a refatoração de código está inserida nas nossas metodologias de desenvolvimento e como elas aceleraram o saneamento de código das suas aplicações!