Só há o todo porque existem partes que se relacionam. Quando aguçamos nossa percepção e aplicamos essa reflexão nos sistemas, os vemos como um conjunto de telas nas quais há botões que guardam funções, que ativam outras funções… Podemos decompor toda a aplicação em partes muito pequenas. Para inspecioná-las, procedemos com testes unitários.
No texto sobre testes que publicamos aqui no blog da Inmetrics, destacamos que normalmente os organizamos tomando por base dois tipos de classificações: “quem” e “o que”.
Assim como qualquer outro tipo de testes, os unitários podem ser tanto automatizados quanto manuais. Neste texto vamos destacar a importância e a peculiaridade dos unitários, como normalmente são feitos e qual a sua proporção no esforço do desenvolvimento de produtos digitais novos ou na transformação de sistemas legados, quando são objeto de projetos de modernização de aplicações.
A principal característica que diferencia os testes integrados dos unitários é o seu nível de granularidade. Em geral, estes são realizados em funcionalidades isoladas, sem a sua conexão com outras partes do sistemas, serviços ou agentes externos.
Naturalmente, testes unitários são mais rapidamente executados. Essa premissa converge, inclusive, com uma abordagem de desenvolvimento de negócios digitais que se popularizou há pouco mais de uma década: “teste rápido, falhe rápido”, conceitos da “startup enxuta”, tradução livre do termo lean startup.
A máxima faz sentido diante do principal objetivo dos testes unitários: a detecção precoce de falhas. Ao testar e validar componentes de forma independente, cria-se uma “rede de segurança” em torno dos conjuntos de partes, evitando que erros se propaguem para as camadas superiores das aplicações.
Em linhas gerais, há quatro princípios básicos dos testes unitários:
Vale chamar a atenção para o quarto princípio, uma vez que lembramos, no início deste texto, como normalmente os testes são classificados. Quanto mais independentes, maior a facilidade de automatizá-los. Os testes manuais, em grande medida, serão mais comuns dentro do espectro daqueles centrados no usuário como os testes de experiência, usabilidade e acessibilidade.
Quando testes unitários são realizados, aumentamos a eficiência na identificação das causas dos erros. Esse ganho pode ficar ainda maior se as equipes trabalharem orientadas a testes.
Quando falamos dos testes manuais aqui no blog da Inmetrics, apresentamos a abordagem de desenvolvimento orientado a testes, a Test-Driven Development – conhecida pela sigla TDD. Nessa perspectiva, que inclusive foi inicialmente proposta para testes unitários automatizados, escreve-se o teste antes do código. Em outras palavras, a inspeção de cada parte já é o critério para um desenvolvimento de maior qualidade.
Em um caso analisado por pesquisadores da IBM e da Universidade da Carolina do Norte, ficou demonstrado que, com a abordagem do desenvolvimento orientado a testes unitários, ocorreu uma redução na densidade de defeitos pré-lançamento em 40%, compensando assim o tempo que seria consumido em depuração futura. Em outras palavras, testar e falhar rapidamente no nível dos componentes acelera a entrega do projeto.
O ganho de eficiência faz ainda mais diferença no cenário atual, uma vez que a arquitetura de aplicações modernas é a de microsserviços e a diretriz que orienta a atuação de empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento de sistemas é a da inspeção e melhoria contínua. Testes unitários tornam-se, portanto, um ramo da qualidade como serviço, viabilizando assim o monitoramento e revisão constante das aplicações.
E no cenário que vivemos atualmente – a Era da inteligência artificial – esse monitoramento e revisão constantes já é realizada por agentes de inteligência artificial que usam LLMs para testagem em massa. A própria IA gera os testes que irá executar, conforme desenvolve o código.
Aqui na Inmetrics somos, essencialmente, precisos. Executar com método para gerar resultados é uma das nossas principais diretrizes. Consequentemente, desenvolvemos equilibrando rigor e critério na atividade de testes, para garantir a qualidade das aplicações que criamos.
Nossa unidade de negócios de Digital Experience é focada em desenvolver soluções que preservem a experiência do cliente final. Unimos engenharia de qualidade com inteligência artificial para prevenir e antecipar quaisquer atritos durante a jornada do usuário.
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