Transformação Digital

Testes unitários

Só há o todo porque existem partes que se relacionam. Se aplicarmos essa reflexão aos sistemas, os veremos como um conjunto de telas nas quais há botões que guardam funções, que ativam outras funções… Para inspecionar cada pequena parte, procedemos com testes unitários.

Só há o todo porque existem partes que se relacionam. Quando aguçamos nossa percepção e aplicamos essa reflexão nos sistemas, os vemos como um conjunto de telas nas quais há botões que guardam funções, que ativam outras funções… Podemos decompor toda a aplicação em partes muito pequenas. Para inspecioná-las, procedemos com testes unitários.

No texto sobre testes que publicamos aqui no blog da Inmetrics, destacamos que normalmente os organizamos tomando por base dois tipos de classificações: “quem” e “o que”.

  • “Quem” realiza os testes → uma pessoa – normalmente um analista de qualidade – ou uma automação, um robô. É a partir dessa classificação que separamos os testes manuais dos automatizados
  • “O que” é testado → a parte ou a relação entre elas. Se é um pedaço pequeno das aplicações, procedemos com testes unitários. Quando queremos verificar se as menores partes estão funcionando em relação, realizamos os de integração.

Assim como qualquer outro tipo de testes, os unitários podem ser tanto automatizados quanto manuais. Neste texto vamos destacar a importância e a peculiaridade dos unitários, como normalmente são feitos e qual a sua proporção no esforço do desenvolvimento de produtos digitais novos ou na transformação de sistemas legados, quando são objeto de projetos de modernização de aplicações.

Peculiaridades e objetivo

A principal característica que diferencia os testes integrados dos unitários é o seu nível de granularidade. Em geral, estes são realizados em funcionalidades isoladas, sem a sua conexão com outras partes do sistemas, serviços ou agentes externos.

Naturalmente, testes unitários são mais rapidamente executados. Essa premissa converge, inclusive, com uma abordagem de desenvolvimento de negócios digitais que se popularizou há pouco mais de uma década: “teste rápido, falhe rápido”, conceitos da “startup enxuta”, tradução livre do termo lean startup.

A máxima faz sentido diante do principal objetivo dos testes unitários: a detecção precoce de falhas. Ao testar e validar componentes de forma independente, cria-se uma “rede de segurança” em torno dos conjuntos de partes, evitando que erros se propaguem para as camadas superiores das aplicações.

Em linhas gerais, há quatro princípios básicos dos testes unitários:

  1. Isolamento dos componentes
  2. Repetição em busca de resultados consistentes
  3. Orientação de testagem sempre do componente menor para o maior
  4. Automação de testes.

Vale chamar a atenção para o quarto princípio, uma vez que lembramos, no início deste texto, como normalmente os testes são classificados. Quanto mais independentes, maior a facilidade de automatizá-los. Os testes manuais, em grande medida, serão mais comuns dentro do espectro daqueles centrados no usuário como os testes de experiência, usabilidade e acessibilidade.

Testes unitários e sua importância nos projetos de desenvolvimento de aplicações

Quando testes unitários são realizados, aumentamos a eficiência na identificação das causas dos erros. Esse ganho pode ficar ainda maior se as equipes trabalharem orientadas a testes.

Quando falamos dos testes manuais aqui no blog da Inmetrics, apresentamos a abordagem de desenvolvimento orientado a testes, a Test-Driven Development – conhecida pela sigla TDD. Nessa perspectiva, que inclusive foi inicialmente proposta para testes unitários automatizados, escreve-se o teste antes do código. Em outras palavras, a inspeção de cada parte já é o critério para um desenvolvimento de maior qualidade.

Em um caso analisado por pesquisadores da IBM e da Universidade da Carolina do Norte, ficou demonstrado que, com a abordagem do desenvolvimento orientado a testes unitários, ocorreu uma redução na densidade de defeitos pré-lançamento em 40%, compensando assim o tempo que seria consumido em depuração futura. Em outras palavras, testar e falhar rapidamente no nível dos componentes acelera a entrega do projeto.

O ganho de eficiência faz ainda mais diferença no cenário atual, uma vez que a arquitetura de aplicações modernas é a de microsserviços e a diretriz que orienta a atuação de empresas que estão na vanguarda do desenvolvimento de sistemas é a da inspeção e melhoria contínua. Testes unitários tornam-se, portanto, um ramo da qualidade como serviço, viabilizando assim o monitoramento e revisão constante das aplicações.

E no cenário que vivemos atualmente – a Era da inteligência artificial – esse monitoramento e revisão constantes já é realizada por agentes de inteligência artificial que usam LLMs para testagem em massa. A própria IA gera os testes que irá executar, conforme desenvolve o código.

Aqui na Inmetrics somos, essencialmente, precisos. Executar com método para gerar resultados é uma das nossas principais diretrizes. Consequentemente, desenvolvemos equilibrando rigor e critério na atividade de testes, para garantir a qualidade das aplicações que criamos.

Nossa unidade de negócios de Digital Experience é focada em desenvolver soluções que preservem a experiência do cliente final. Unimos engenharia de qualidade com inteligência artificial para prevenir e antecipar quaisquer atritos durante a jornada do usuário.

Se sua empresa precisa testar software de forma massiva ou checar a viabilidade de transformar sistemas legados, faça contato e fale com um de nossos especialistas! Temos ferramentas para inspecionar toda uma aplicação e, consequentemente, identificar com precisão em quanto tempo realizaremos seu projeto de modernização de aplicações. Clique aqui para falar com a gente!

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