Transformação Digital

Testes manuais

Os testes manuais seguem essenciais para garantir qualidade e experiência do usuário, complementando a automação com habilidades humanas sensoriais e analíticas.

Seja no desenvolvimento de produtos digitais novos, seja em projetos de modernização de aplicações sobre sistemas legados, o que aumenta a confiança – e consequentemente, a qualidade – das aplicações são as baterias de testes pelas quais elas passam. E, por mais que atualmente a inteligência artificial acelere a automação dessa atividade, os testes manuais seguem necessários – e sempre continuarão assim.

testes manuais são aqueles executados por pessoas, normalmente um analista de QA – sigla do termo em inglês quality assurance, que significa “garantia de qualidade”. Dado que são realizados por indivíduos, em muitos dos testes manuais será necessário ativar habilidades e capacidades que são eminentemente humanas: as sensoriais.

A maior parte das interações que estabelecemos com aplicações estão restritas às telas. Para acompanhar o comportamento de um sistema em funcionamento, usaremos o tato – seja para comandar mouse, teclado ou telas sensíveis ao toque – e a visão. Entretanto, para verificar o correto funcionamento de uma funcionalidade, muitas vezes é preciso acionar outros sentidos. A aplicação emite um sinal sonoro? Ao chegar uma notificação, o dispositivo vibra?

Mas não é apenas por causa da sensorialidade que os testes manuais seguem necessários e relevantes em projetos de desenvolvimento de aplicações. Siga conosco neste texto para entender melhor sua origem e o lugar que eles ocupam na realidade atual do ciclo de desenvolvimento de sistemas.

Retomando o histórico

Ao contarmos a história dos testes aqui no blog da Inmetrics, destacamos que, a partir da segunda fase – a de orientação à demonstração – as atividades de depuração e testes foram claramente segregadas. Essa separação evidencia a necessidade de especialização de funções em projetos de computação. Se no início da indústria uma mesma pessoa projetava e desenvolvia hardware, programava software, testava-o e depurava-o, a partir do final dos anos 1950 já não era possível delegar tanta responsabilidade a um ou poucos indivíduos.

Dado que as aplicações ficavam cada vez mais complexas e caras, aumentava o risco econômico que quebras poderiam provocar. Esse cenário ampliou a exigência por qualidade e, consequentemente, o investimento em atividades que aferiam o pleno atendimento de requisitos de software. Surge assim a profissão do analista de QA. A literatura documenta que uma das primeiras equipes totalmente dedicadas a testes manuais foi formada em 1958 para o projeto Mercury, responsável pelo sistema operacional do IBM 704, máquina encomendada para o programa espacial dos Estados Unidos.

Ao longo da segunda metade do século XX a atividade dos analistas de qualidade cresceu em relevância e, consequentemente, formalização e padronização. Em 1998, foi estabelecido o Conselho Internacional de Qualificação em Testes de Software – o International Software Testing Qualifications Board, conhecido pela sigla ISTQB®. Nos dias de hoje, as certificações do ISTQB® são reconhecidas como o principal padrão mundial para a atividade de testes de software.

Testes manuais na atualidade: qual a sua importância diante da inteligência artificial?

Assim como nas outras etapas do ciclo do desenvolvimento de aplicações, na etapa de testes os agentes de inteligência artificial também passaram a exercer atuação fundamental. A IA mudou o papel dos analistas de QA, os tipos de testes delegados a eles e a forma de executá-los.

Atualmente os analistas de qualidade ocupam-se menos com a efetiva realização e mais com as etapas de planejamento e elaboração de roteiros de testes; de revisão de documentação e da base de conhecimento das aplicações; com o acompanhamento da fase de homologação; e com o monitoramento permanente de sistemas, transformando a qualidade como serviço contínuo.

Contudo, a integração entre analistas de qualidade e agentes de IA tem crescido nas empresas. Estes têm sido cada vez mais usados como co-pilotos nas fases de planejamento de testes. De acordo com Relatório Mundial de Qualidade em Software do biênio 2024-2025 desenvolvido pela Capgemini, 34% das empresas pesquisadas já estão, pelo menos em fase experimental, utilizando inteligência artificial na fase de desenvolvimento de roadmaps de inspeção.

Com agentes de inteligência artificial cada vez mais precisos na execução de testes unitários e até de integração, os analistas de QA têm se dedicado a rodar aqueles nos quais a cognição ou criatividade humana agrega e acelera a atividade. Sendo assim, testes exploratórios ou centrados na experiência do usuário – como os testes de experiência, acessibilidade ou usabilidade – seguem sendo realizados manualmente.

Aqui na Inmetrics, qualidade é a essência de cada passo da nossa atividade. Evoluímos para um método de trabalho que elimina os limites entre testes, desenvolvimento e operações. Assim, aumentamos a velocidade de implantação, reduzimos o tempo de lançamento e asseguramos o maior ROI possível das suas aplicações.

Se você quer que seu software tenha ampla aceitação e aprovação pelos usuários, entre em contato! Um dos nossos especialistas da unidade de Digital Experience vai mostrar a você como planejamos e executamos testes manuais, sempre orientados a aumentar a satisfação dos usuários de suas aplicações!

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